A turma do 4º esteve apresentando um jogral com o título "Meu corpo é uma casa", com o intuito de desenvolver a oralidade e a expressão corporal.
A atividade foi organizada durante as aulas da professora Sabrina Lovison dentro do conteúdo Corpo Humano.
JOGRAL
O
CORPO HUMANO É UMA CASA
Era
uma vez um Corpo muito curioso.
Uma
noite, quando a mãe se preparava para o deitar, ele exclamou:
-
Mãezinha, eu sou todo fechado!
Depois,
olhou-se no espelho, muito intrigado.
-
Como é que eu sou por dentro? – perguntou ele.
Esta
noite, em vez de um conto de fadas, vou-te contar a história do teu corpo! –
respondeu-lhe
a mãe.
-
Sabes, o teu corpo não está vazio, não é oco! Por debaixo da tua pele
existem muitas
coisas,
pois o teu corpo, tal como uma casa, é composto por duas partes: uma interior e
outra
exterior
– disse-lhe a mãe.
-
Ah! Então a parte exterior é a que eu vejo no espelho! – exclamou o Corpo.
-
Sim. A parte interior não a vês, porque está escondida por debaixo da pele –
disse a mãe.
E,
em cada andar da tua casa, vivem famílias diferentes.
- E
quem são essas famílias, mãezinha? – perguntou o Corpo.
-
Dentro da cabeça, por debaixo do telhado, que são os teus cabelos,
encontra-se o
cérebro: é
o administrador de toda a casa. Mas, como ele é muito curioso, não gosta de
viver
assim,
isolado.
-
Assim, isolado, como? – questionou o Corpo.
- O
cérebro, dispõe de duas janelas que lhe permitem fotografar a cores tudo
o que se
passa
cá fora, chamadas olhos; duas orelhas que ajudam os ouvidos a
recolher os sons; uma
chaminé,
por onde entra e sai o ar, chamada nariz,
que te permite cheirar; e a porta principal,
boca, por
onde entram os teus amigos e os teus inimigos – continuou a mãe.
- Os
meus amigos, eu sei quem são! São os alimentos. – disse o Corpo.
- Os
teus inimigos, são os micróbios. São animaizinhos tão pequenos, que os
olhos não
podem
ver – explicou a mãe.
-
Ah! Então é por causa deles, que eu tenho de tomar os medicamentos e apanhar as
vacinas!
– exclamou o Corpo.
-
Muito bem! – concluiu a mãe.
-
Vá, mãezinha, continua a história – pediu o Corpo.
- O
cérebro, gosta de fazer as coisas bem feitas: para isso, tem às suas ordens a língua,
que
lhe permite apreciar quatro sabores diferentes: o doce, o salgado, o
ácido e o amargo –
continuou
a mãe.
-
Pois está claro! Como o amargo é o pior, o administrador colocou-o em último
lugar! –
interrompeu
o corpo, muito satisfeito, por verificar que o seu corpo e o cérebro têm a
mesma
opinião
sobre os sabores.
-
Toda a pele, mas sobretudo a parte dos dedos,
sente o calor e o frio; o que é áspero e o
que
é macio. Ela protege os moradores contra o frio, o calor, o barulho, o sol, a
chuva... –
acrescentou
a mãe.
-
Hum! É por isso que a minha casa em vez de estar pintada, está coberta de pele
–
exclamou
o Corpo.
-
Falei-te em órgãos, que contam ao cérebro tudo o que se passa cá fora, no mundo
exterior
– disse a mãe.
Pouco
depois, o Corpo adormeceu.
No
dia seguinte, o Corpo prometeu não adormecer, sem ter ouvido o fim da história.
Sentou-se
confortavelmente na cama, bem quentinho e escutou:
- O
segundo andar do teu corpo está situado no peito. É aí que se encontram os pulmões
e o
coração,
protegidos por uma grade formada pelas costelas.
A barriga
está no andar inferior: é formada por vários apartamentos onde
habitam o
estômago, os
intestinos, os rins, o fígado
e ainda outros vizinhos.
Todos
os andares comunicam uns com os outros por meio de tubos e canais que os
alimentos,
o ar
e o sangue utilizam como se fossem elevadores. Tal
como o caracol, a tua casa desloca-se de um lugar para o outro, com a ajuda das
tuas
pernas
tão fortes.
-
Mas, quando eu apalpo determinadas zonas do meu corpo, sinto que há partes
duras e
partes
moles! – exclamou o Corpo.
-
Sim, porque as partes duras são os ossos e as
partes moles são os músculos e trabalham em
equipa,
nas mesmas tarefas: andamento e movimento. Ao conjunto de todos os ossos dá-se
o
nome
de esqueleto – disse a mãe.








